16 de setembro de 2026
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Comemoração da Exaltação da Santa Cruz
No dia 14 de setembro, a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz, um evento que remete ao ano de 335, quando aconteceu a dedicação da Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém. Este momento é marcado pela importância da relíquia da Cruz, que foi encontrada pela imperatriz Helena, mãe do imperador Constantino, durante suas expedições na Terra Santa.
Helena, aos 78 anos, viajou para Jerusalém em busca de expiação pelos atos de seu filho. O bispo da época, Macário, incentivou o imperador a iniciar escavações nas áreas sagradas. Sob as ruínas de Jerusalém, que havia sido destruída pelo imperador Adriano, foram encontrados três cruzes, uma das quais se acreditava ser a do Salvador. A história conta que uma mulher à beira da morte foi curada ao tocar uma das cruzes.
Após a dedicação da basílica, a relíquia da Cruz foi dividida em três partes: uma para Roma, outra para Jerusalém e a terceira para Constantinopla. Em Constantinopla, a relíquia foi levada para a Hagia Sophia, enquanto em Roma, Constantino construiu uma basílica em honra à Santa Cruz, onde a relíquia também foi guardada.
Durante as cruzadas, a Cruz foi trazida de volta a Jerusalém, e a data de 14 de setembro passou a ser comemorada como um dia de celebração e reverência. Em Rzeszów, uma cidade polonesa, há um crucifixo do século XVII que é objeto de devoção. Acredita-se que o crucificado desse crucifixo, conhecido como "O Sorridente", sorriu para um menino que coletava esmolas. Durante uma epidemia de cólera em 1831, muitos se voltaram para este crucifixo em busca de graças e curas.
A Exaltação da Santa Cruz é um lembrete da importância da Cruz na tradição cristã e das muitas histórias de fé e milagres associados a ela ao longo dos séculos.