Missões e ajuda · 19 de setembro de 2026
Papa: testemunhas da fé são "estrelas na escuridão do egoísmo"
O Papa destacou que o mundo atual, apesar das altas tecnologias, continua sendo um tempo em que a força prevalece, e a violência e o aumento dos armamentos continuam a decidir o destino das pessoas. Em meio a essas condições complexas, o conceito de "testemunhas da fé" se volta para situações difíceis, onde a morte de cristãos não é apenas resultado de hostilidade religiosa direta. Muitos se tornam vítimas de abusos de poder ou organizações criminosas por se oporem à injustiça, seguindo o Evangelho.
A Comissão dos novos mártires, criada para coletar esses testemunhos, tem um caráter histórico e educativo, focando na fidelidade do testemunha a Cristo. O Santo Padre citou as palavras de Jesus durante a Última Ceia: "No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo: eu venci o mundo!" (Jo 16,33). A vitória proporcionada pelo Cordeiro sacrificado oferece paz profunda a cada crente. O Papa também mencionou que esses testemunhos têm um grande significado para a divulgação do Evangelho e são um dos recursos mais importantes da Igreja no mundo contemporâneo.
Ele lembrou as palavras de Paulo VI: "O homem moderno escuta mais os testemunhas do que os mestres" (Evangelii nuntiandi, 41). Em um contexto de indiferença cultural, a fidelidade e o heroísmo silencioso das testemunhas da fé tocam até os mais céticos. O Papa as comparou a "estrelas brilhando na escuridão do egoísmo", ressaltando que seu sacrifício pela justiça e paz aponta ao mundo moderno o caminho para uma "civilização do amor".