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Igreja mundial · 17 de setembro de 2026

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Santa Sede afirma que desarmamento de munições em cacho não é sinal de fraqueza

Empty church pews lead to a cross in the distance
João Weyne Justa / Unsplash

A Santa Sede solicitou que os Estados reunidos em Vientiane, Laos, para a Terceira Conferência de Exame da Convenção sobre Munições em Cacho, priorizem a proteção da população civil, a assistência às vítimas e a prevenção de sofrimentos adicionais em seus esforços internacionais.

O arcebispo Ettore Balestrero, chefe da delegação da Santa Sede, expressou proximidade com as vítimas e suas famílias. Ele destacou que a Convenção proibiu as munições em cacho e criou disposições para ajudar os afetados, o que contribuiu para salvar vidas inocentes.

O diplomata alertou que a universalização da Convenção avança em ritmo lento e mencionou que um Estado Parte se retirou do acordo. Por isso, a Santa Sede pede que os países que ainda não fazem parte do tratado adiram a ele rapidamente e o implementem de forma plena.

Balestrero lamentou que essas armas continuem sendo produzidas, armazenadas, transferidas e utilizadas em conflitos armados, apesar de causarem consequências devastadoras e duradouras para pessoas e territórios. Ele enfatizou que artefatos explosivos que não detonaram continuam representando ameaças que prejudicam indivíduos, comunidades e a família humana.

O representante vaticano defendeu que os tratados humanitários de desarmamento são compromissos morais com as gerações atuais e futuras, e não apenas obrigações legais. Ele afirmou que promover tais acordos significa assumir a responsabilidade de proteger a vida humana, construir a paz e defender os mais vulneráveis.

A Santa Sede reiterou o pedido para que os Estados promovam negociações efetivas sobre controle de armas e desarmamento, além de fortalecer o direito internacional humanitário para reafirmar a dignidade humana.

Sobre a relação entre desarmamento e desenvolvimento, o arcebispo apontou um desequilíbrio grave nos recursos globais. Ele informou que o gasto militar mundial superou 2,89 trilhões de dólares no último ano, valor que considera desproporcional em relação aos meios limitados destinados às necessidades básicas da população e ao desenvolvimento humano integral.