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Igreja mundial · 13 de outubro de 2026

Pastor Robert Jeffress de First Baptist Dallas é criticado por usar versículos de forma seletiva

a brown door is on a white brick wall
Emtisquare Studio / Unsplash

O pastor da First Baptist Dallas, Robert Jeffress, tem sido alvo de críticas por colocar placas em grandes avenidas de North Dallas que afirmam que a igreja "foi construída sobre a Bíblia". A frase aparece em outdoors que cruzam as principais rotas da região.

O texto dos outdoors foi criado para reforçar a imagem de que a congregação segue estritamente as Escrituras, mas especialistas apontam que a prática de Jeffress consiste em escolher apenas trechos que confirmem suas posições políticas.

Em uma postagem recente nas redes sociais, Jeffress defendeu a transmissão ao vivo de uma execução por fuzilamento, citando o versículo de Gênesis 9:6 como base bíblica para a pena de morte. Ele ignorou, porém, o ensinamento de Jesus em Mateus 5:38‑42, que recomenda não resistir ao mal e virar a outra face.

A discrepância entre o que ele declara e o que realmente prega tem sido destacada por jornalistas locais. O Dallas Morning News trouxe a questão à capa, ressaltando que o pastor tem se posicionado de forma agressiva em defesa de políticas que, segundo críticos, contradizem os princípios cristãos.

Jeffress tem se declarado "pro‑vida", mas críticos afirmam que ele apoia apenas o nascituro, enquanto se mostra indiferente às necessidades das crianças já nascidas. Essa aparente incoerência tem sido apontada como exemplo de um ética inconsistente dentro de alguns segmentos evangélicos.

Além disso, o pastor recebeu apoio público de Donald Trump, que "re‑tuitou" a matéria do jornal sobre a defesa de Jeffress à transmissão ao vivo de execuções. A ação gerou questionamentos sobre a relação entre autoridades políticas e lideranças religiosas que utilizam a Bíblia de maneira seletiva.

O episódio levanta dúvidas sobre a credibilidade de uma igreja que se apresenta como "fundamentada na Bíblia" quando seu líder adota interpretações que servem a objetivos específicos, deixando de lado outras partes do texto sagrado que não se alinham com seu discurso.

A controvérsia continua a gerar debate entre acadêmicos, jornalistas e membros da comunidade religiosa, que questionam a validade de usar a Escritura para justificar posturas extremas sem considerar o contexto completo.

Mark Wingfield serves as executive director and publisher of Baptist News Global.