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title: Universidade cristã impõe proibição de 15 meses a Christina Littlefield por defender liberdade de expressão
url: https://www.faithfulnews.com/pt-br/universidade-crista-impoe-proibicao-de-15-meses-a-christina-littlefield-por-defender-liberdade-de-expressao
published: 2026-10-14T16:52:19+00:00
language: pt-br
section: Cultura e ideias
source: https://baptistnews.com/article/surely-this-christian-university-would-have-banned-amos-too/
publisher: FaithfulNews
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# Universidade cristã impõe proibição de 15 meses a Christina Littlefield por defender liberdade de expressão

Christina Littlefield, mulher que revisou e atualizou a obra de 2009 intitulada América Cristã e o Reino de Deus, foi banida pela universidade cristã onde atuava. A instituição, que foi sua alma mater e seu empregador por 14 anos, determinou que ela não poderia pisar no campus por um período de 15 meses sem a permissão prévia do decanato.

A gravidade da sanção poderia sugerir a existência de crimes graves, como tentativa de desvio de fundos universitários, agressão física a um colega ou comportamento indecente na presença de alunos. No entanto, nenhuma dessas transgressões se aplicava ao caso de Littlefield. Suas ações espelharam as de Roger Williams, que foi banido da Colônia da Baía de Massachusetts há cerca de 400 anos.

Em 1635, a Corte Geral em Boston condenou Williams por sedição e heresia devido aos seus vigorosos argumentos em favor da liberdade religiosa. Da mesma forma, Littlefield protestou em nome da liberdade de expressão, rejeitando o princípio da censura e desafiando o nacionalismo cristão que definia sua instituição. Williams também defendeu os direitos dos povos indígenas, alegando que o rei da Inglaterra não tinha direito às terras nativas onde os puritanos haviam construído suas colônias, o que foi julgado como heresia. Paralelamente, quando Littlefield ajudou seus alunos a visualizar Jesus como alguém diferente de branco, sua universidade a considerou culpada de causar desconforto.

A universidade informou a Littlefield que, durante os 15 meses, ela não estava autorizada a estar no campus ou a participar de eventos patrocinados pela instituição sem autorização escrita prévia do escritório do decano. O texto compara esse exílio à figura do profeta Amos, descrito na Bíblia Hebraica. Amos, um homem pobre que viajou do Reino do Sul de Judá para profetizar contra o Reino do Norte de Israel, condenou o rei, seus cortesãos e as elites ricas que oprimiam os pobres e esmagavam os necessitados.

Assim como a Corte Geral em Boston banuiu Williams e a administração da universidade exilou Littlefield, o rei de Israel rejeitou as palavras de Amos e enviou seu sumo sacerdote, Amaziah, para silenciá-lo e expulsá-lo. Amaziah ordenou que Amos fugisse para a terra de Judá e nunca mais profetizasse em Betel, o santuário do rei. Diante da tentativa de banimento, Amos tornou-se ainda mais ousado, defendendo seu direito de falar em nome dos oprimidos e marginalizados, afirmando que o Senhor o tomou do rebanho para profetizar ao povo de Israel.

Littlefield nunca reivindicou falar em nome de Deus, mas, assim como Amos e Roger Williams, duas vozes proféticas separadas por 2.400 anos, ela levanta a voz em sua escola cristã para protestar contra o nacionalismo cristão, defender a liberdade de expressão e a expressão artística, e ajudar seus alunos a apreciar culturas, religiões e etnias diferentes das suas. A administração da escola cristã, comparada à corte real de Betel, buscou silenciá-la. O texto conclui com o desejo de que Deus lhe dê coragem para continuar seu trabalho profético, mesmo diante do exílio da escola que, de muitas formas, foi sua vida.

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