Perseguição · 21 de setembro de 2026
Papado não realizará cerimônia oficial durante visita a França
O Vaticano anunciou que não haverá um ato oficial durante a visita do Papa Leo XIV à França, programada para os dias 25 a 28 de setembro de 2026. A decisão gerou especulações sobre os motivos, especialmente após a recente legalização da eutanásia pelo Parlamento francês. O presidente francês Emmanuel Macron, que esperava um evento grandioso, viu suas expectativas frustradas com a recusa do Papa em participar de um ato de Estado.
A Conferência Episcopal Francesa já registrou mais de 700.000 inscrições para os eventos da visita papal, que deve atrair mais de um milhão de pessoas. No entanto, a notícia de que o Papa não deseja um ato oficial é um golpe para Macron, que havia planejado um recepção no Palácio do Élysée e outros eventos festivos.
A recusa do Vaticano também incluiu a cancelamento de uma visita privada à catedral de Notre-Dame, um dos ícones da cultura francesa e que simboliza a relação entre a Igreja e o Estado. A catedral, que foi restaurada após o incêndio de 2019, é um importante ponto turístico e cultural. Especialistas afirmam que a ausência do Papa em eventos oficiais pode ser uma forma de evitar ser utilizado como uma ferramenta de propaganda por Macron.
O jornalista Tom Heneghan observou que a recusa do Papa em participar de um ato de Estado não é surpreendente. Ele destacou que a visita é entendida como apostólica, focada em questões religiosas e não políticas. O Papa, portanto, pretende visitar a França como líder espiritual, não como chefe de Estado.
Historicamente, a visita de papas à França não inclui atos oficiais. Desde a visita de João Paulo II em 1980, os presidentes franceses têm recebido papas, mas raramente há banquetes ou eventos formais associados. Essa situação reforça a ideia de que a viagem do Papa Leo XIV será mais sobre a espiritualidade do que sobre a política.