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Igreja mundial · 19 de setembro de 2026

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Papa Leo XIV afirma que novos mártires refletem a luz de Cristo no mundo

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Caitlyn Wilson / Unsplash

O Papa Leo XIV recebeu os participantes da conferência intitulada "Século XXI: Uma nova era de mártires?", expressando admiração por aqueles que deram a vida pelo evangelho. Ele descreveu esses irmãos e irmãs como estrelas que brilham diante da escuridão da opressão e do egoísmo, auxiliando a igreja a refletir a luz do Senhor para guiar a humanidade rumo a uma civilização do amor.

O evento foi organizado pelo Dicastério para a Causa dos Santos e pela Comissão para os Novos Mártires, Testemunhas da Fé. A conferência ocorreu no instituto patrístico pontifício Augustinianum, em Roma, promovendo estudos e reflexões sobre o martírio contemporâneo por meio de contribuições focadas em diversos contextos geográficos e formas de testemunho cristão.

O Papa explicou que a Comissão, estabelecida pelo Papa Francisco em 2023, tem a função de coletar testemunhos de pessoas que morreram por Cristo, independentemente de processos canônicos. O objetivo é garantir que esses exemplos não sejam perdidos, diferenciando-os daqueles que já estão em processos de beatificação ou que já foram oficialmente incluídos na lista de beatos e santos.

Sobre a natureza do trabalho da Comissão, o pontífice esclareceu que a atividade possui caráter histórico e pedagógico, e não jurídico. O foco recai sobre a atitude da vítima, que permaneceu fiel a Cristo e à sua missão evangélica até a morte, em vez de focar nos motivos do perseguidor. O termo "testemunha da fé" foi criado para honrar situações históricas complexas onde a motivação dos agressores pode não ser explicitamente atribuída ao ódio contra a fé.

Leo XIV destacou que a era atual é dominada por uma cultura de poder, força ilimitada e desenvolvimento de sistemas de armas, mas também testemunha o heroísmo dos novos cristãos. Ele mencionou que muitos são mortos por organizações criminosas ou devido ao abuso de poder por se oporem a injustiças em nome do evangelho.

O Papa afirmou que esses testemunhos não defendem uma ideologia, mas demonstram uma fé visível no cotidiano, onde a credibilidade surge da harmonia entre palavras e ações. Ele ressaltou que, em contextos de indiferença, a santidade cotidiana e o heroísmo silencioso tornam-se formas significativas de testemunho que desafiam a todos.