Missões e ajuda · 3 de novembro de 2026
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Igreja não 'fabrica' santos, os santos são feitos por Deus
No Dia de Todos os Santos, Alberto Fernández, delegado de Causas de Santos da Arquidiocese de Madrid, discutiu o processo de reconhecimento da santidade dentro da Igreja. Ele destacou que a santidade não é fabricada, mas sim a obra de Deus na vida das pessoas. O processo de canonização envolve uma fase diocesana e uma fase romana, onde são coletadas provas da vida do candidato, incluindo depoimentos de pessoas que conviveram com ele e documentos relevantes.
Fernández explicou que o processo de beatificação e canonização é minucioso e pode levar tempo, já que é necessário reunir uma vasta documentação, que pode variar entre 20 a 30 mil folhas. Após a coleta, as informações são enviadas a Roma, onde são analisadas por comitês de historiadores, teólogos, bispos e cardeais, permitindo que o Papa aprove a beatificação e, posteriormente, a canonização.
O delegado também mencionou as dificuldades que podem surgir durante o processo, como a falta de testemunhas para candidatos que faleceram há muito tempo. Nesses casos, os testemunhos sobre as virtudes do candidato são buscados em documentos contemporâneos à sua vida. Ele ressaltou que a santidade não é sinônimo de perfeição moral, mas sim um caminho de crescimento na fé, onde defeitos pessoais podem ser superados ao longo da vida.
Fernández também abordou o custo do processo, afirmando que não se trata apenas de dinheiro, mas do trabalho envolvido. Embora algumas causas possam exigir recursos financeiros, muitas vezes o trabalho é realizado de forma voluntária. Ele destacou que, na Arquidiocese de Madrid, isenções de taxas são oferecidas para causas que vêm de instituições caridosas ou que não possuem recursos.